December 19

Patrimonio Mundial na África do Sul

first_imgSabia que o Parque Nacional de Table Mountain tem mais especies de plantas do que as Ilhas Britanicas? Ou que o Drakensberg tem a cordilheira de montanhas mais alta de África a sul do Kilimanjaro e a maior concentraçao de arte rupestre de todo o continente?A África do Sul tem oito locais classificados pela UNESCO como Patrimonio Mundial.O Comite do Patrimonio Mundial da UNESCO procura identificar, proteger e preservar a herança cultural e natural em todo o mundo considerada como “de extraordinario valor para a humanidade.’Do ponto de vista internacional, existem 851 locais classificados como Patrimonio Mundial, em 141 paises (a partir de Abril de 2008). A África do Sul tem um total de oito – quatro de cariz cultural, tres de cariz natural e um misto (cultural e natureza).Parque iSimangaliso WetlandIlha RobbenBerço da HumanidadeParque uKhahlamba DrakensbergMapungubwe Cultural LandscapeRegiao Floral do CaboVredefort DomePaisagem cultural e botanica de RichtersveldParque iSimangaliso WetlandAno de registo: 1999Location: KwaZulu-Natal, 27º 50′ 20″ S 32º 33′ ETipo: Patrimonio naturalA 1 de Novembro de 2007, o primeiro Patrimonio Mundial da África do Sul, o Greater St. Lucia Wetland Park recebeu uma nova designaçao que reflecte melhor a sua identidade africana exclusiva: o iSimangaliso Wetland Park.O Parque iSimangaliso Wetland tem, por um lado, um dos maiores estuarios de África e, por outro, os recifes de corais mais meriodionais de todo o continente. Ao conceder o estatuto de Patrimonio Mundial em 1999, o Comite do Patrimonio Mundial salientou a “excepcional biodiversidade do parque, incluindo 521 especies de aves.’Localizada na costa central da Zululandia na provincia de KwaZulu-Natal, o parque e formado por uma serie de areas protegidas contiguas, com uma area global de mais de 230.000 hectares.Situada entre a África subtropical e tropical, moldada pela acçao do rio, do mar e dos ventos, a paisagem de iSimangaliso conserva habitats importantes para um vastissimo conjunto de especies marinhas, de pantanal e de savana. Os seus acidentes geograficos englobam amplas gargantas submarinas, praias de areia branca, cordilheiras de dunas cobertas com vegetaçao e um mosaico de pantanais, pradarias, florestas, lagos e savana.“O mosaico dos acidentes geograficos e os varios tipos de habitat criam paisagens deslumbrantes’, anota o comite na sua avaliaçao do parque. “A variedade morfologica bem como um grande numero de casos de tempestade e de cheias contribuiram para a permanente mudança da paisagem.“Entre os fenomenos naturais estao o grande numero de tartarugas que vem desovar nas praias; as migraçoes das baleias, dos golfinhos e dos tubaroes-baleia; e um numero verdadeiramente impressionante de aves aquaticas, como as grandes colonias de reproduçao de pelicanos, cegonhas, garças e gaivinas.’Ilha RobbenAno de registo: 1999Location: Cabo Ocidental, 33º 48′ S 18º 22′ ETipo: Patrimonio culturalA Ilha Robben e sobretudo conhecida internacionalmente por ser o sitio onde Nelson Mandela, o primeiro presidente da África do Sul eleito democraticamente, esteve preso 18 dos seus 27 anos na prisao. A ilha tornou-se desde entao um simbolo do triunfo da democracia e da liberdade sobre a opressao.A uma distancia de 11 km da costa da Cidade do Cabo, esta ilha pequena e varrida pelos ventos e agora a casa do Museu da Ilha Robben, um ponto de referencia em qualquer visita que se programe a África do Sul.Mas a Ilha Robben nem sempre foi uma prisao nem estava originalmente separada da Peninsula do Cabo. Ha milhares de anos atras era uma zona desabitada ligada por uma lingua de terra ao continente.Foi transformada em prisao inicialmente pelos colonos holandeses no Cabo que, a partir da sua chegada nos meados do sec. XVII, encarceravam os seus opositores, incluindo chefes africanos e muçulmanos.A Ilha Robben veio a ser mais tarde uma infamia como prisao de maxima segurança para activistas anti-apartheid, entre eles Nelson Mandela. A partir dos meados da decada de Sessenta, a cadeia teve muitos lideres do ANC (Congresso Nacional Africano), entre eles Walter Sisulu, Govan Mbeki e Ahmed Kathrada, bem como Robert Sobukwe, o fundador do Congresso Pan Africano.Foi tambem usada como colonia de leprosos e hospital psiquiatrico entre 1846 e 1931, base de treino militar e defesa durante a Segunda Grande Guerra.Apos a permissao oficial do ANC e outros oponentes do apartheid em 1990, os prisioneiros politicos foram libertados da ilha, tendo o ultimo saido em Maio de 1991. Os ultimos presos de delito comum deixaram a ilha em 1996, quando finalmente a ilha deixou de funcionar como cadeia.Em 1999, o Comite do Patrimonio Mundial declarou a Ilha Robben Patrimonio Mundial de significado cultural.“Os edificios da Ilha Robben sao testemunho eloquente do seu passado sombrio’ – salientou o comite, acrescentando que a ilha “simbolisa o triunfo do espirito humano, da liberdade e da democracia sobre o jugo da opressao’.Berço da HumanidadeAno de registo: 1999, 2005Location: Gauteng e provincias do Noroeste, 25º 55′ 45″ S 27º 47′ 20″ ETipo: Patrimonio culturalConhecida na África do Sul como O Berço da Humanidade, a regiao de Sterkfontein, Swartkrans, Kromdraai e imediaçoes tem uma das concentraçoes mais importantes de fosseis hominideos, prova da evoluçao humana nos ultimos 3,5 milhoes de anos.Descobertos nas provincias de Gauteng e Noroeste, os sitios dos fosseis cobrem uma area de 47.000 hectares. Os vestigios de formas de animais, plantas e hominideos – antepassados da especie humana e seus parentes – estao num deposito de dolomita com mais de 2,5 bilioes de anos. Embora outros sitios mais a sul e a leste do continente africanos tenham identicas ruinas e vestigios, o Berço apresentou mais de 950 especimes de fosseis de hominideos.Os sitios nesta zona fornecem informaçao crucial sobre os membros de um dos mais antigos hominideos – o australopitecino – primatas bipedes, de cerebro de pequenas dimensoes que viveram ha cerca de 5 milhoes de anos.As escavaçoes e investigaçoes nas Cavernas de Sterkfontein produziram ate agora quase que o esqueleto completo de um australopitecino com aproximadamente 3,3 milhoes de anos e ainda cerca de 500 especies de Australopithecus africanus que datam entre 2,8 e 2,6 milhoes de anos.Outras descobertas importantes nesta zona incluem o craneo mais perfeito jamais encontrado de Australopithecus africanus, um formidavel exemplo de uma Paranthropus mulher – um australopitecino mais robusto, tambem conhecido como Australopithecus robustus – e fosseis de uma especie do genero Homo com ferramentas em pedra, a primeira prova de comportamento cultural.Ao conceder o estatuto de Berço da Humanidade pelo seu significado cultural, o Comite do Patrimonio Cultural salientou o facto de estes sitios “trazerem a luz do dia os antepassados mais longiquos da humanidade. Constituem uma reserva vastissima de informaçao cientifica, cujo potencial e colossal.’Parque uKhahlamba DrakensbergAno de registo: 2000Location: KwaZulu-Natal, 29º 23′ S 29º 32′ 26″ ETipo: Patrimonio misto, cultural e naturalO Parque uKhahlamba Drakensberg tem uma beleza natural deslumbrante, a cordilheira a sul da montanha mais alta de África, o Kilimanjaro, e a maior quantidade e mais concentrada de pinturas rupestres de todo o continente – transformando-o num Patrimonio Mundial de interesse tanto natural como cultural.O parque situa-se na parte ocidental de KwaZulu-Natal na fronteira com o Lesoto. Tem 243 mil hectares, estendendo-se por 150 km, desde o Parque Nacional de Royal Natal, a norte, ate a Estaçao Florestal de Cobham, a sul.Quer o nome Zulu uKhahlamba (barreira de lanças) como o nome Drakensberg em Afrikaans (montanhas do dragao) assentam lindamente no formidavel horizonte criado pela cordilheira.Uma camada basaltica massiva colocada numa ampla base de rochas sedimentarias pertencentes a serie Stormberg de ha 150 milhoes de anos, as montanhas sao a principal bacia hidrografica da África do Sul.Durante mais de 4 mil anos foram a terra natal do povo indigena San (Bushmen ou Busquimanos), autor de muitas das pinturas rupestres – a maior colecçao em todo o continente africano.Vivendo nas cavernas de arenito e abrigos de rocha dos vales de Drakensberg, os San fizeram pinturas descritas pelo Comite do Patrimonio Mundial como “mundialmente conhecidas e tidas como um dos grandes feitos da humanidade. de admiravel qualidade e diversidade de temas e na maneira como retratam animais de seres humanos. que traz a luz dos nossos dias o seu modo de vida e as suas crenças.’Ao descrever o patrimonio natural do parque., o comite menciona a sua “excepcional beleza natural com os seus altivos reforços basalticos, os seus espectaculares recortes incisivos e muralhas em arenito dourado. Pradarias ondulantes a elevada altitude, os vales primitivos escarpados e profundos e os desfiladeiros rochosos contribuem tambem para a magnificiencia do lugar.“A enorme diversidade de habitats deste local protege um grande numero de especies endemicas e globalmente ameaçadas, em particular aves e plantas.’Mapungubwe Cultural LandscapeAno de registo: 2003Location: Provincia do Limpopo, 22º 11′ 33″ S 29º 14′ 20″ ETipo: Patrimonio culturalMapungubwe – “lugar da pedra da sabedoria’ – foi o primeiro reino da África do Sul e transformou-se no maior reino do subcontinente, perdurando 400 anos antes de ser abandonado no sec. XIV. O seu povo extremamente sofisticado comercializava ouro e marfim com a China, Índia e o Egipto.O local fica em plena savana no Parque Nacional Mapungubwe, na confluencia dos rios Limpopo e Shashe, na provincia do Limpopo.Faz fronteira com a África do Sul e confina com o Zimbabue e o Botswana, uma encruzilhada que ajuda a explicar o seu passado tao prospero como importante centro de comercio, particularmente no auge do seu poderio, entre 1220 e 1300 d.C.Uma colina completamente separada, erguendo-se 30 metros acima das pradarias envolventes, Mapungubwe e coroada por montanhas impenetraveis em toda a volta.Desde a sua descoberta em 1932 que este sitio da Idade do Ferro tem sido escavada pela Universidade de Pretoria. Os achados foram, no entanto, longe do olhar do publico ate 1993, pouco antes das primeiras eleiçoes democraticas da África do Sul, dado que as provas de uma sociedade indigena altamente desenvolvida seculos antes do colonialismo europeu, espalhada por todo o continente africano, iam contra a ideologia racista do apartheid.“Os achados na paisagem cultural Mapungubwe sao um testemunho completo e inegavel do crescimento e posterior declinio do estado de Mapungubwe’ – afirma no seu relatorio o Comite para o Patrimonio Mundial.“O que chega ate nos sao achados intactos de sitios do palacio e tambem de toda a area povoada envolvente, bem como dois locais anteriores a esse, todos eles apresentando uma imagem sem par da evoluçao social e politica ao longo de mais de 400 anos.’Regiao Floral do CaboAno de registo: 2004Location: Cabo Ocidental e Cabo Oriental, 34º 10′ S 18º 22′ 30″ ETipo: Patrimonio naturalA Regiao Floral do Cabo assume apenas 0,04% da area terrestre do globo e ainda assim uns espantosos 3% dessa area sao especies de flora. O que a torna uma das zonas mais ricas em plantas em todo o mundo e um dos 18 locais mais admiraveis em termos de biodiversidade do globo.Uma extensao de terra e de mar espraiando-se ao longo de 90 mil quilometros quadrados, os 553.000 hectares da Regiao Floral do Cabo abrange oito areas protegidas que vao desde a Peninsula do Cabo ate ao Cabo Oriental: Table Mountain, a Reserva Natural De Hoop, a cordilheira de montanhas Boland, a area selvagem Groot Winterhoekm as montanhas Swartberg, a area selvagem Boosmansbos, a area selvagem Cedeberg e Baviaanskloof.O Jardim Botanico Kirstenbosch nas encostas da Table Mountain faz parte da regiao, sendo o primeiro jardim botanico jamais incluido num sitio Patrimonio Mundial.A rica diversidade da Regiao Floral do Cabo contribui para que a África do Sul tenha o terceiro grau mais elevado de biodiversidade do mundo. O Parque Nacional Table Mountain, por exemplo, tem mais mais especies de plantas nos seus 22.000 hectares do que o Reino Unido ou a Nova Zelandia.A Regiao Floral do Cabo nao se destaca somente pela sua biodiversidade. O nivel endemico da regiao – 31,9% – e o mais elevado do planeta. Entre as 9.600 especies de plantas vasculares (planta cujas celulas sao especializadas no transporte de agua e mineirais e açucares dentro de seus tecidos) aqui encontradas, 70% delas sao endemicas, o que nao sucede em nenhum outro lugar do globo.A regiao comporta cerca de 20% da flora de todo o continente africano, apesar de ter menos de 0,5% da massa continental.Ali vivem igualmente 11.000 especies de animais marinhos, 3.500 dos quais endemicos e 560 especies vertebradas, incluindo 142 especies de repteis, dos quais 27 sao endemicos.Ao ser-lhe concedido o estatuto de Patrimonio Mundial em 2004, o Comite do Patrimonio Mundial declarou: “Planos singulares e unicos de reproduçao de plantas, adaptaveis ao fogo, padroes de dispersao de sementes por insectos, assim como padroes de endemismo e radiaçao adaptavel encontrada na flora sao valores extraordinarios para a ciencia.’Vredefort Dome (Cupula de Vredefort)Ano de registo: 2005Location: Free State (Estado Livre) e Noroeste, 26º 51′ 36″ S 27º 15′ 36″ ETipo: Patrimonio naturalHa talvez 2 bilioes de anos atras um meteorito de 10 quilometros de diametro atingiu a Terra a cerca de 100 km sudoeste de Joanesburgo, fazendo uma enorme cratera. Esta area, perto da cidade de Vredefort no Estado Livre (Free State) e conhecida como Cupula de Vredefort.O meteorito, maior do que a Table Mountain, provocou uma explosao de energia de mil megatoneladas. O impacto teria vaporizado cerca de 70 quilometros cubicos de rocha – e pode ter aumentado os indices de oxigenio na Terra a um tal grau que tornou possivel o desenvolvimento da vida multicelular.Existem perto de 130 crateras de identico impacto no mundo. A Cupula de Vredefort esta entre as tres principais, sendo o impacto meteorico mais antigo e maior no planeta.A cratera original, hoje em dia ja corroida, teve provalmente entre 250 e 300 quilometros de diametro. Era maior do que o impacto de Sudbury no Canada, com perto de 200 km de diametro.Com 2 bilioes de anos, Vredefort e muito mais antiga do que a de Chicxulub, no Mexico, que, com 65 milhoes de anos, foi o impacto que levou a extinçao dos dinossauros.O primeirissimo impacto de Vredefort mede 380 km de ponta a ponta e consiste de tres circulos concentricos de sublevaçao de rocha. Foram criados pelo ressalto de rocha abaixo do sitio do impacto quando o solo foi atingido pelo asteroide. A maior parte destas estrutursa entretanto desapareceram por erosao e ja nao sao claramente visiveis.O circulo interior, com 180 km, continua a poder ver-se e e visivel dos belissimos montes perto de Parys e Vredefort. É esta area a que foi atribuido o titulo de Patrimonio Mundial.Paisagem cultural e botanica de RichtersveldAno de registo: 2007Location: Cabo do Norte, 28º 36′ S 17º 12′ 14″ ETipo: Patrimonio naturalA Paisagem cultural e botanica de Richtersveld cobre uma area de 160.000 hectares de deserto montanhoso surpreendente a noroeste da África do Sul.Uma caracteristica unica deste lugar – tanto do ponto de vista sul africano como internacional – e que e propriedade e gerido por uma comunidade de que ate ha muito pouco tempo poderia ter chamado este sitio de seu.Caracterizado por temperaturas extremas, a paisagem governada comunitariamente permite um tipo de vida de semi-pastoreio e nomada para o povo Nama, descendentes do povo Khoisan, que outrora ocupou as terras por toda a parte sul da Namibia, actualmente as provincias de Cabo Ocidental e Cabo Norte da Republica da África do Sul.O termo Khoisan e usado para definir dois grupos separados, fisicamente identicos por serem ambos de pele clara e de estatura pequena. Os Khoi, que eram chamados de Hottentots pelos europeus, eram pastores e foram completamente dizimados; os San, chamados de Bushmen (homens do mato) pelos europeus, eram predominantemente caçadores. Uma pequena populaçao SAN vive ainda na África do Sul.A historia humana moderna no Richtersveld teve inicio ha um seculo atras ou um pouco mais, quando os Khoi foram empurrados para a regiao mais remota por outros agricultores que se começaram a espraiar desde o Cabo. O povo San, entretanto, viu-se forçado a deslocar-se mais para norte. Segundo a Richtersveld Community Conservancy (Preservaçao da Comunidade de Richtersveld), no inicio houve combates, mas os dois acabaram por se fundir no povo hoje conhecido por Nama.O que e especial no patrimonio de Richtersveld e que foi apenas ha alguns anos que esta area foi devolvida a posse dos Nama, de acordo com o programa de restituiçoes da África do Sul.Presentemente, os Nama conseguiram encontrar o equilibrio entre a perpetuaçao dos seus habitos pastorais de seculos e as necessidades de preservaçao suficientes para manter a prosperidade da sua terra.Praticam ainda a migraçao sazonal entre postos de gado, usando e construindo as tendas tradicionais, cobertas de palha do mato, adaptaveis a todas as estaçoes e facilmente transportaveis de um lado para o outro. Os Nama sao o derradeiro povo a praticar este modo de vida milenar.“As extensas terras comunais de pastoreio sao testemunho dos processos de gestao de terra, que asseguraram a protecçao da suculenta vegetaçao do Karoo”, diz o Comite do Patrimonio Mundial. “O que demonstra uma interacçao harmoniosa entre as pessoas e a natureza.’Este artigo foi actualizado em: Julho de 2008Artigo compilado por Mary Alexander e reporter infoSAlast_img read more

December 17

Bower to lead Ohio Corn and Wheat Growers Association

first_imgShare Facebook Twitter Google + LinkedIn Pinterest Jed Bower, Fayette CountyThe Ohio Corn and Wheat Growers Association (OCWGA) Board of Directors elected officers for 2017. Executive committee positions include the offices of president, vice-president, treasurer and secretary. Those elected to an officer position are responsible for the implementation of board policies and procedures, as well as carrying out the roles for their respective office.Fifth generation Fayette County farmer Jed Bower was elected as OCWGA president. In addition to growing corn and soybeans near Washington Court House, Bower is very involved in National Corn Growers Association (NCGA) as a Risk Management Action Team member and is also a former Fayette County Farm Bureau President. Last year, he served the association as vice-president.Fairfield County farmer, Jon Miller will serve as this year’s OCWGA vice-president. Miller is a grain farmer from Pleasantville that currently has three generations of the Miller family involved in the day to day operations. He has participated in the DuPont Leadership New Century Farmers program and is currently in the NCGA/Syngenta Leadership At Its Best Program. Last year, he served the association as the treasurer.John Hoffman, a corn, soybean and wheat farmer from Pickaway County was chosen as the OCWGA secretary. He has been a member of the board for five years and previously served on the executive committee of the Ohio Small Grains Checkoff. Hoffman farms with his family near Circleville, Ohio. In addition to his work with OCWGA, he is a delegate for US Wheat Associations, on the Berger Health Foundation Board and the fiscal officer of Wayne Township.Patty Mann was elected as the OCWGA treasurer. Mann farms with her family in Shelby County where they grow corn and soybeans. In addition to her work on the OCWGA board, she has been a part of the Shelby County FSA County Committee, the Jackson Center FFA Advisory committee and FFA Boosters. Mann also serves as the vice-chair for the Consumer Engagement Action Team for the NCGA and previously served as the OCWGA secretary.Chad Kemp, a corn, soybean and wheat farmer from Preble County, was elected to serve as the OCWGA chairman. He has had various leadership roles for OCWGA including most recently serving as president. Kemp also is a graduate of the NCGA/Syngenta Leadership At Its Best Program. He farms with his family near Lewisburg.last_img read more